O MUNICÍPIO

Bandeira de Custódia

Durante as festividades de 50 anos de Custódia, foi realizado um concurso aberto em 11/09/1978, onde qualquer pessoa podia participar na criação da bandeira do município, os vencedores foram Jorge Remigio e Adelma Arruda.

Brasão da cidade de Custódia

Em 2006 foi realizado no mês de setembro o I Encontro de Custodienses, evento esse que visa, fazer um reencontro de pessoas que moram fora da cidade e dos que moram na cidade. A idéia de fazer o encontro, foi da custodiense Odete de Andrada Alves, atualmente residente na cidade de Pesqueira. Para celebrar o encontro, dona Odete apresentou na Camara de Vereadores do Município dia 08 de setembro um Brasão para nossa cidade.

Brasão é um conjunto de peças, figuras e ornamentos dispostos no campo do escudo ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, um soberano, família, corporação ou cidade. Sua apresentação foi contundente, que só não foi aprovada de imediato pela Camara, por que por Lei, não pode ser apresentado um projeto e nele mesmo votado. Mas na semana seguinte ao evento, no dia 15 de setembro de 2006, foi aprovado pelo Poder Legislativo.

BRASÃO DO MUNICÍPIO DE CUSTÓDIA
Escudo esquartelado e interpretado com humildade preciosismo. Fiel à História, Tradição, Heráldica e à Arte em homenagem a essa magnífica cidade.
1º quartel: Paisagem inserida em fundo azul que remete aos primórdios da região onde era tida como TERRA DE PASSAGEM. Nesta localizava-se a Fazenda Santa Cruz e teve sua povoação iniciada em meados do século XVIII.
2º quartel: Fundo azul com iconografia do ostensório ou custódia, receptáculo de amor e justiça. Missionários em comum acordo com os antigos habitantes, batizaram o nome como Custódia, homenageando a proprietária da única hospedaria daquela localidade. Significa a guarda e proteção que encontraram nesse lugar.
3º quartel: Lírio de São José (nosso padroeiro) é sinônimo de brancura e pureza. É relacionado com a árvore da vida plantada ao paraíso. É ele que restitui a vida pura, promessa de imortalidade e salvação.
 
4º quartel: Campo amarelo escuro, simbolismo de chão escaldado. Em seu centro o Mandacaru, ostentado a força do povo sertanejo que apesar da adversidade da vida permanece altaneiro.
 
O dourado:
Apresenta-se em contorno que adorna os quartéis o circundeiam todo o escudo. Simboliza, como na Idade Média, a intenção de fazer o bem aos pobres e a defender seus cidadãos, lutando por eles.
O azul-celeste:
Prevalece no contexto visual e significa nobreza, majestade, serenidade. Fomenta seus cidadãos ao trabalho e a produzir os frutos da terra.
Sobre o escudo, um castelo que representa a força e virtual de seu inicial tutor, o coronel Luiz Tenório de Melo. Autoridade que não tomou terras de assalto como simboliza a Heráldica tradicional, mas foi protetor e souber contribuir pioneiramente coma história de sua gente.
Circundando as laterais do escudo, dois ramos louro simbolizando a vitória diária aos rigores da terra. Na base do escudo, uma faixa em amarelo-leve esvoaçaste com a legenda: SAGRADA ACOLHIDA, em azul celeste, que concentra em suas palavras um passado gracioso. Exemplo de companheirismo na acolhida na saga do homem que evolui a cada novo alvorecer acolhendo também a fé do povo sertanejo.

ODETE DE ANDRADA ALVES Pesquisa e Criação
RICARDO HENRIQUE DUQUE DE ALMEIDA Computação gráfica Setembro/2006

HISTÓRIA DE CUSTÓDIA
Custódia faz parte do estado de Pernambuco, localizado no Sertão do Moxotó.

Foi no século XVII que iniciou-se o povoamento do atual município de Custódia, fruto da passagem de viajantes vindos da Serra da Baixa Verde (onde. encontra-se atualmente municípios como Triunfo e Santa Cruz da Baixa Verde), Vila Bela (atual Serra Talhada), Olho D’água dos Bredos (atual Arcoverde) e Alagoa de Baixo (atual Sertânia). De acordo com a história local, a entrada no território foi feita pelo Coronel Luiz Tenório de Melo no mesmo século, tendo começado pela localidade de Quitimbu. Os jesuítas instalaram-se por algum tempo naquela localidade, construindo uma capela. Diz a tradição que uma das origens do nome Custódia viria do fato desses jesuítas estarem “sob custódia” da população local que os acolheu, já que eles estavam sendo perseguidos e naquele local ficaram protegidos. Entretanto, a versão mais aceita é que o nome seria uma homenagem a Dona Custódia, proprietária de uma pousado que hospedava trouperiros e viajantes. O primeiro nome que o local teve foi Fazenda Santa Cruz, vindo depois a se chamar Custódia. Em 11 de setembro de 1928 foi elevado a categoria de município e desmembrado da atual Sertânia.

Tem como padroeiro São José, motivo este do feriado de 19 de março.

O dominio do atual território onde se situa o municipio de Custódia foi feito pelo Coronel Luiz de Melo (Dodô), no século XVIII, este território, antes habitado por índios das aldeias de Serra Negra, começou a ser explorado pela localidade de Quitimbu. Em 1909, Quitimbu formava um núcleo de relativa importância chegando a ser sede de Distrito de Alagoa de Baixo, hoje Sertânia, conforme Lei Estadual nº 991, de 01 julho de 1909. Algum tempo depois, os senhores Manoel Alves de Siqueira, Serapião Domingos de Rezende, José Florêncio da Silva, José de Moura Leite, Manoel Alves de Siqueira, Joaquim Pereira de Sá, Antônio Alves de Góis Melo e o Tenente Antonio José de Moura, se instalaram em local próximo ao distrito atraindo, assim, várias pessoas para o citado local. O primeiro nome dado a este local foi de Fazenda Santa Cruz.

Neste mesmo local também se instalou uma hospedaria, cuja proprietária chamava-se Dona Custódia. Após algum tempo, chegaram a localidade os padres jesuítas Ibiapino e Agostiniano, que vinham fugindo de uma perseguição política e foram acolhidos pelos habitantes que resolveram construir uma capela e a dedicaram a São José.

Os habitantes se reuniram a fim de escolher outro nome para a localidade, que até então, chamava-se Fazenda Santa Cruz, quando decidiram pelo nome de Custódia, que significa proteção, prisão, em referência aos jesuítas e também uma homenagem a Dona Custódia.

O crescimento rápido da localidade deveu-se a sua localização, pois, era passagem de tropeiros e viajantes vindos de Serra da Baixa Verde (Triunfo), Vila Bela (Serra Talhada), Alagoa de Baixo (Sertânia) e Olho D’agua dos Bredos (Arcoverde) favorecendo o aparecimento de pessoas de outras localidades para habitar no povoado de Custódia. Foram-se erguendo latadas e depois pequenos hoteis, onde se serviam café e almoço. O povoado de Custódia se desenvolveu de tal forma que pela Lei Municipal de 15 de outubro de 1909 foi elevado a categoria de Vila. Os fazendeiros mais abastados ergueram casas na vila para virem aos domingos para a missa e para fazer compras aos tropeiros. Custódia nasceu das feiras livres, feiras que até os dias atuais são respeitadas, por sua grandeza e diversidade de produtos, em toda região e pelos que aqui negociam. José Estrela de Souza manteve uma fábrica de tanino, da casca do angico, para fins farmacêuticos. José de Moura Leite era negociante de miçangas. Aureliano Simplício de Góis e seus filhos Sebastião e Domingos Góis, constuíram o maior empório comercial de tecidos, estivas e ferragens da região.

Antonio José de Moura (Tenente Moura), José de Siqueira Barbosa e Antonio Umbuzeiro, doaram o terreno em que hoje consta a paróquia de São José e a Praça Padre Leão. Em 1920 o padre italiano Leão Pedro Verseri começou, com recursos de donativos e próprios, a construção da atual matriz de São José, porém, morreu pobre na enfermaria do Hospital Santo Amaro, em princípios de 1935, no Recife, sem ver seu sonho realizado. A igreja for terminada por Padre Duarte, no ano de 1944, com total ajuda dos donos das usinas de caroá, Vasconcelos & Cia.

O primeiro professor foi Valfrido Barbosa (1921), depois Simplicio Nunes Duarte e Dona Bela Padilha. Ainda na década de vinte surgiu à professora Dona Maria Augusta do Amaral e Sá (Dona Manoca).

A luz elétrica, movida a motor, chegou em Custódia em 1939, no governo de Ernesto Queiroz. Joel Inocêncio foi o primeiro construtor da Praça Padre Leão, depois calçada por Luiz Epaminondas. Adauto Pereira fez funcionar a primeira Biblioteca Municipal.

Na divisão administrativa de 1911, Custódia figurava como distrito de Alagoa de Baixo, em 1916, seus habitantes ansiosos em tornar a vila independente, aproveitaram a visita do governador Dr. Manoel Borba, prestando-lhe significativa homenagem e pedindo autonomia da vila, que só veio com 12 anos depois. A vila de Custódia passou a ser cidade através da Lei Estadual nº 1931, de 11 de setembro de 1928. Atualmente, o municipio é formado por 3 ( três) Distritos – 1º Sede, Custódia – 2º Quitimbu e 3º Maravila e povoados de Samambaia, Caiçara,Ingá, Bom Nome (DNOCS- Perímetro Irrigado) e por mais de 100 (cem) sítios.

Fonte:

Texto da antiga Biblioteca Municipal, hoje disponível no site do IBGE, de autoria desconhecida.

2018 Prefeitura Municipal de Custódia - Pe

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